- Os segundos, sôfregos, caem um atrás do outro,
- repetindo a mesma desarmonia,
- a derradeira jornada de minutos.
- Lenhador – gigante – deus.
- Será que cortas a madeira?
- Será que acendes a lareira?
- Don Juan, o implacável, tem olhar plácido.
- O murmúrio de seu cérebro é audível
- e suas palavras soam inaudíveis.
- De soslaio, vejo um homem sentado com as mãos ao colo
- e e lembro que, como os dentes,
- suas unhas também são pequenas.
- …………………………………………………………………………….
- OU
- ……………………………………
- Nas “Escutas de Sofia”
- as jornadas consomem-se em sôfrega desarmonia.
- Lenhador – gigante – Deus inacessível.
- Será que cortas a madeira?
- Será que acendes a lareira?
- O exterminador de traumas tem língua alicate.
- Corta, bate e fica rosa no rebate.
- Corta alma, lasca os sentidos
- e exibe em pedacinhos jocosos.
- Pelo lado de fora, está escrito : ocupado.