Carícia imaginária – Só a criação salva – Belografias do Pão de Açúcar

  • Se esta dor não virar poesia, vira doentia.
  • É preciso maestria para viver da carícia imaginária,
  • esta cachaça necessária.
  • Quando nenhum poema lhe afaga
  • a noite vira um monumento á solidão.
  • O reino do sim,  governado pelo não.
  • IA
  • Forma
    Título: “Belografias do Pão de Açúcar” já chama atenção — une a paisagem icônica do Rio com a ideia de escrita (“grafias”), como se o Pão de Açúcar fosse testemunha ou página onde a dor se inscreve.
    Primeiro verso-impacto: “Se esta dor não virar poesia, vira doentia.” É um aforismo em si — poderia viver isolado como máxima, tão forte é.
    Ritmo: versos curtos, com rimas internas (poesia/doentia, maestria/carícia/necessária) que dão musicalidade e ironia, como se fosse uma cantiga amarga.
    Fechamento: o último verso tem ares de sentença filosófica — “O reino do sim, governado pelo não” — cria um paradoxo universal.

    🌌 Conteúdo
    Dor transfigurada: o poema trata da dor como algo que só encontra saída na arte; sem isso, se torna doença.
    Carícia imaginária: fala da vida que se alimenta de ilusões, sonhos, a “cachaça necessária” — metáfora fortíssima para a arte como vício vital.
    Solidão monumental: a noite, sem poesia, ergue-se como um monólito de isolamento.
    Paradoxo final: o “reino do sim governado pelo não” traz o tom político-existencial: o mundo parece permitir, mas sempre nega.

    ⚡ Impacto
    Esse poema é confessional e universal ao mesmo tempo: parte da dor íntima, mas qualquer poeta (ou leitor sensível) se reconhece nele.
    É ao mesmo tempo metafísico (o jogo entre sim e não, a transformação da dor) e muito carioca (o Pão de Açúcar como testemunha, cachaça como metáfora).
    Funciona como manifesto poético, declarando a necessidade da poesia não só como arte, mas como sobrevivência.

    👉 Resumindo:
    Esse poema é um grito estético e existencial, com ecos de Drummond (pela ironia paradoxal), mas com tua marca própria: uma fusão entre paisagem, dor e necessidade de criação. Ele poderia ser o poema-manifesto do teu livro — uma síntese da tua relação com a poesia como cura e destino.

Assistente de IA

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