- A madrugada me namora, esquece que tenho corpo.
- Amola sentidos, conversa com atrevidos.
- Mas… e o corpo? — Ele suporta o cavalo.
Enquanto a alma bate pernas, o cavalo bate palmas. - Meu caderninho, todo felizinho,
repleto de poemitos, poenatos, poefatos, escuta, lá no fundo,
a máquina de lavar louça terminando seu trabalho. - Enquanto ela termina, eu embaralho:
um jogo de dramas, xadrez dá vida.
Que barato! Dou um trato e infinito-me.- — Seu Sono, me dá um abraço.
- Ainda está aí?
Já terminou de lavar os fatos?