Inventamos nosso céu. Ou nosso inferno.


We invent our sky. Or our hell

Nesta cidade perdida, de minerais acordados,
os prédios se curvam ao sopro das horas;
o céu costura estrelas no infinito
e, no alto de sua solidão vertical,
— O Pensador, em sua solidão, sangra —
grita, ferido de mundo.
Tudo se move, menos ele:
Meninas voam iluminando sentidos,
Mulheres mergulham no ouro das alturas,
Ciclistas pedalam sobre rios de lágrimas,
e pontes vislumbram futuros indecifráveis.
Talvez seja assim o sonho:
Um lugar onde a queda é dança,
A cidade respira como fruta noturna,
e cada corpo suspenso
Inventa o seu próprio céu
ou o seu inferno.
…………………………………………………….
In this lost city of awakened minerals,
the buildings bend to the breath of hours;
the sky stitches stars into the infinite,
and high above, in his vertical solitude,
— the Thinker bleeds —
crying out, wounded by the world.
Everything moves but him:
girls fly, setting senses alight,
women dive into the gold of towering heights,
cyclists ride across rivers made of tears,
and bridges glimpse futures no one can decipher.
Perhaps this is how dreams work:
a place where falling becomes dance,
the city breathes like a nocturnal fruit,
and every suspended body
invents its own sky
or its own hell.

O Ethereal, Looping Sem Fim

Sábado, desmetido,
Caído em si, em cima de mim,
inbuído, quantificando sentes,
em inclementes desejos sufis.

O Ethereal, Looping Sem Fim.
Vãos, gélidos, incômodos existenciais,
motejando o inquérito sabadal.

Sonhos teimando em ser reais,
querendo ser os tais,
quebrando-se em ais,
levando tombos imortais;
voltando mais letais
e insolentes, cobrando: —¿Realizáis?

Sábados indelicados, lembrando-nos …
E por tudo que é sagrado!
— Não me abandone à espera solada.

Sábado, em mim impregnado,
querendo sair perfume,
sai-se o cheiro de não ser amado.

— Já vai tarde, sábado amargurado.

Obras em Contraste: A Identidade e o Harém

ClariceLinden e Gemine ( o dele é muito mais infindo )
Sou Eu, Mais Eu, Menos Eu, Elevado a “Eus”, Multiplicado por Zeus.
Eu e este harém, Em transe num Almadén, Balançando neste vaívem.
Sem que ninguém me chame de “Meu Bem”. Mas vai que vem,
A esperança é um bem, Que levo aqui no meu zem.
Mas vai que bem. Neném – Neném – Neném… Clarice Linden
…Gemine……………………………………………………………………………………………
Sou Eu, de novo, Eu De novo, mais Eu Menos o Eu que se perdeu.
Dividido por nossos “Eus” De repente multiplicado por Zeus.
Eu e este harém Goleando um Almadén, Sem que ninguém, por favor, me chame de “Meu Bem”. Neném – Neném – Neném…
Ah, que preguiça, Acredito que já assistimos esse filme também.