Presente que Deus me deu,
colhi, nos recantos da imaginação
e fiz este Pão de Açúcar
só para saciar teu coração .
só para saciar teu coração .
Presente que Deus me deu,
colhi, nos recantos da imaginação
e fiz este Pão de Açúcar
só para saciar teu coração .
só para saciar teu coração .
Eis, que chega o fim do verão,
na praias, as meninas
deixam suas coxas nuas
e caminham
balançando o coração.
nESTe Carnaval eu fui de bicicleta
A clausura na usura da dor se estrutura
uma delicada forma de tortura
muito contundida com ternura.
Mas que gastura, toda noite
um novo ou velho poema te procura.
Te amo
é um grande
nada
disfarçado
de tudo.
………………………
Te amo
já morreu.
………………………
Cala boca,
quem paga
as contras
aqui, sou eu.
Não era noite, nem dia..
Era a comitiva da saudade entrando,
com toda sua grandiosidade,
pelas águas anoitecidas da enseada.
Tudo era magia.
Pura energia amorosa.
Escandalosa.
– Não glosa!

Vivendo entre abricós e a enseada
o Pão de Açúcar e minha bicicleta
não me deixam só.
Nós nos bastamos.
– Será?
