Ai meu Deus, que judiação

  • Tecnocapitalismo Democrático Cristão
  • Ai meu Deus, que palavrão!
  • Se a vida te der a mão
  • podes esperar, muitas pernas virão
  • pra tropeçares no cão.
  • Enquanto a reza corre solta,
  • a presa toma um sacode e foge.
  • Sobe o Corcovado para encontrar o sagrado,
  • mas só encontra pequenos resquícios de imaginação.
  • Apoético Bobético Tristão.
  • Ai meu Deus, que judiação.

Cachaça necessária

  • A ilusão tem boa índole
  • deseja ardentemente
  • tornar-se realidade.
  • É uma cachaça necessária,
  • se bem dosada
  • pode impulsionar vitórias
  • e, ou, como queira, poemas.
  • …………………………………………………………..
  • A glória é quando a ilusão passa,
  • mas deixa os olhos sorrindo.
  • ………………………………………………………
  • – Mesmo que fora mentindo.

Paga meia?

  • Meus fantasmas internos,
  • minhas vontades inferiores,
  • minhas cavernas infernais,
  • meus mimimis, chega de pitis!
  • Acabou seus vis!
  • Este verniz melancotico não é eterno.
  • Eterno sou eu, uma partícula ardorosa,
  • feita para evoluir calmamente
  • e multiplicar-se amorosamente
  • na pandemia ou na alegria, ou na letargia.
  • Quem vê a luz do sol, ama a noite estrelada,
  • pega uma lua cheia, mas não paga meia.
  • Trevas, cavernas abissais?
  • Acabou seus vis!
  • Eu sou a luz. Nunca mais.

Legado

  • Nasci de um parto suicida,
  • de uma mãe que morreu para me dar a luz
  • e hoje esbanja insights dentro de mim.
  • Sou filha da poesia.
  • Que coitada!
  • Que amada!
  • De herança deixou-me apenas ondas de emoções
  • que quebram nas praias
  • carregando solitárias
  • a alma amada de minha mãe-poesia.

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Arte digital&escrita

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