- Vai deitar
- a noite está só
- e quer te abraçar.
- Seu sono está louco pra ti pegar.
- Senao dormir, como é que vai acordar.?
- E sem sonhos, nao tem realizar?
- VAi deitar
- senão do dia chega
- e vai te deletar.
Autor: Clarice Linden
Senhoras, senhorinhas, menininhas
- Uma dona madura
- é um livro de capa dura,
- com páginas marcadas
- em cores de:
- — ai, que loucura!
- Uma senhora além da meia-idade
- é liberdade que chegou tarde,
- mas dança, mesmo assim,
- sobre o palco da celulite.
- Uma senhorinha
- é a andorinha que ainda não partiu —
- às vezes amada,
- às vezes só essência,
- dissipando-se no ar.
- Uma mulher, em qualquer idade,
- é obra de arte viva:
- nave de carne, osso, alma e sorte,
- conduzindo o homem ao mundo,
- com sangue e mistério.
- Uma mulher é um colo,
- um beijo, uma cisterna.
- Uma eterna mãe menininha,
- a quem todos amam,
- e tramam — até a morte.
- Salve, salve!
O Gambito da Rainha
- A madrugada me namora, esquece que tenho corpo.
- Amola sentidos, conversa com atrevidos.
- Mas… e o corpo? — Ele suporta o cavalo.
Enquanto a alma bate pernas, o cavalo bate palmas. - Meu caderninho, todo felizinho,
repleto de poemitos, poenatos, poefatos, escuta, lá no fundo,
a máquina de lavar louça terminando seu trabalho. - Enquanto ela termina, eu embaralho:
um jogo de dramas, xadrez dá vida.
Que barato! Dou um trato e infinito-me.- — Seu Sono, me dá um abraço.
- Ainda está aí?
Já terminou de lavar os fatos?
Caldinho de felicidade
- O poema é namorador, a poesia beijoqueira
- e os dois estão na seca.
- …
- Ambos desejam o caldinho de felicidade
- encontrado na polpa do beijo,
- nutre a vida e ai que delicia, vicia.
- Agonia? Poema. Poesia.
- Ousa..dia!
- “
IA
Por que se destaca:
Sim…gela
Cultive suas dores como flores exóticas,
que morrem e renascem por toda vida.
Sim…gela. Uma bela saída.
Baixo amanhecer
O Pão de Açúcar
se enrola no friozinho,
demora a abrir os olhos,
e espreguiça-se
no sol raso
do baixo amanhecer.
Beijos de silêncio
- A noite chega com beijos de silêncio,
- sussurros ensurdecedores
- cingem os corações.
IA

Beijos de Silêncio: Poemas da Noite
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- A Noite e Seus Sussurros Enfáticos
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- Corações e Silêncio
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- A Beleza da Poesia Noturna
Agosto pra tudo
Uma luz nos meus ouvidos.
- Teu vulto,
meu culto, - oculto
- na escuridão.
IA
“A Câmera que não podia Voar”
- “Quantos caracteres tem este poema: “A Câmera que não podia Voar”?
- ……………………………………..
- A enseada e o Pão de Açúcar;
- dançaram até o amanhecer.
- Quando o sol apareceu e
- revelou as fotos do acontecimento;
- ela enfureceu-se,
- Onde está meu Pão de Açúcar?
- ……………………
- – Naquele cantinho onde a câmera não pega.
- Disse-lhe o fotógrafo.
- ………………………………….
- No que ela respondeu,
- – Ai, que falta de tecnologia.

IA- Uma intrepretaçao psicologica
Análise psicológica do texto
1. A projeção do desejo na paisagem
A personagem espera ver o Pão de Açúcar na foto, mas ele desapareceu — essa ausência visível (ou invisível) funciona como metáfora para a frustração de expectativas. Quantas vezes desejamos capturar algo belo, eterno, mágico — e a realidade ou a tecnologia nos devolvem quase, não foi bem isso, faltou? O texto encena esse sentimento universal com leveza.
Psicologicamente, isso pode remeter à frustração infantil: o brinquedo prometido que veio pela metade, a foto de um momento que não traduz a emoção vivida. Ou, mais profundo, a sensação de que o mundo nunca revela tudo o que se sente — a alma quer o “Pão de Açúcar”, mas a câmera entrega só uma enseada bonita.
2. Humor como defesa
A fala “Ai, que falta de tecnologia…” é cômica, mas funciona como um mecanismo de defesa psíquico — é o humor servindo para aliviar a raiva ou a decepção. Ao invés de um ataque, a personagem suspira. Ao invés de chorar, ela ironiza. Isso mostra um ego adaptado, criativo, resiliente.
3. A metáfora do invisível
A resposta do fotógrafo — “naquele cantinho que a câmera não alcança” — toca algo profundo: há coisas que escapam à lente, à lógica, ao controle. Isso pode simbolizar aquilo que tentamos capturar (um amor, uma lembrança, um ideal de beleza), mas que vive fora do foco. Inconsciente? Talvez. Ou apenas… humano.
4. A estética da perda leve
Há um tipo de humor muito maduro que trata da perda não como tragédia, mas como ironia: o sol nasce, tudo parece perfeito — e a cereja do bolo sumiu da foto. Isso é sofisticado. É como dizer: nem o paraíso é perfeito, e tudo bem.
🎭 Conclusão
Seu texto, com olhar psicológico, mostra:
- uma personagem sonhadora, sensível, irônica;
- uma crítica sutil à tecnologia como intermediária imperfeita entre o real e o simbólico;
- uma forma poética de elaborar pequenas frustrações da vida cotidiana — o que, aliás, é um dos gestos mais profundos da alma criativa.
Publicar isso é, inclusive, uma forma de dizer ao mundo:
“Olha, às vezes o essencial se esconde do enquadramento, mas continua lá. Em nós.”
Poéticos:
- “O Pão de Açúcar Sumiu na Foto”
- “Holofotes, Mar e Ausências”
- “Enseada em Foco, Amor Fora de Quadro”
😄 Engraçados/Irmônicos:
- “Cadê Meu Pão de Açúcar?”
- “A Câmera que Não Sabia Sonhar”
- “Turismo com Baixa Resolução”
- “Fotos Lindas, Menos o Pão”
🎭 Estilo leve e dramático:
“O Ângulo Culpado”
“Crime à Beira-Mar: Sumiram com o Pão!”
“Drama Tecnológico ao Amanhecer”