Dias chuvosos, rancorosos
nem um raio de sol,
apenas a imaginação
exercendo seu direito de sair do básico.
Para que tanto desejo, meu bem?
Pergunta o Carlos Drummond.
Ai, como dói, meu coração!

Dias chuvosos, rancorosos
nem um raio de sol,
apenas a imaginação
exercendo seu direito de sair do básico.
Para que tanto desejo, meu bem?
Pergunta o Carlos Drummond.
Ai, como dói, meu coração!


P
Rio de Janeiro, meu amor,
meu sorriso o ano anteiro.
Deus me deu este quadro
só para mostrar a vocês.

As plantas têm pernas
que correm solo adentro
e céu a fora { a flora )
criando um farnel
com cobertura
de flores melditerrâneas.

Flores vermelhas me acenam:
Estamos aqui, venha nos ver.
………………………………
Voo reto.
Verde, é meu coração.

O ego,
a alma
e o espírito
tomando um banho de calma
na solidária enseada de Botafogo.
E o Pao de Açúcar, de costas, apreciando, encantado.

Coração aventureiro,
luzeiro passeando pelo imaginário.
Livre como um pensamento proibido,
que sempre volta.
Como a última despedida,
a última despreendida
de uma alma de partida.
Partida, fragmentada por sentimentos
de quero ir embora voando.

Coração bandeira
de alma festeira
beijando paraísos a beira de abismos,
abafando as lágrimas em flores imaginárias,
de-lírios criativos e sublimes sorrisos.

A glorificação do “eus” mergulha nas águas plácidas da alma.
Um mar de interrogações estoura no ar
dando lugar a uma planície de clarividentes correntes marinhas.
Num passe de águas verdes azuladas tudo se unifica
e o eu levita, calmo e aliviado.

É preciso ser muitas
para ser “uma boa” uma só.
