A clausura na usura da dor se estrutura
uma delicada forma de tortura
muito contundida com ternura.
Mas que gastura, toda noite
um novo ou velho poema te procura.
A clausura na usura da dor se estrutura
uma delicada forma de tortura
muito contundida com ternura.
Mas que gastura, toda noite
um novo ou velho poema te procura.
Te amo
é um grande
nada
disfarçado
de tudo.
………………………
Te amo
já morreu.
………………………
Cala boca,
quem paga
as contras
aqui, sou eu.
Não era noite, nem dia..
Era a comitiva da saudade entrando,
com toda sua grandiosidade,
pelas águas anoitecidas da enseada.
Tudo era magia.
Pura energia amorosa.
Escandalosa.
– Não glosa!

O espetáculo da solidão doura as manhãs com visões divinas. A solidão é uma glória. Delicie-se.

Amizades caninas afastam idiotidades ferinas.
Toda palavra cretina, se cala diante desta proteção divina.
Dê férias com elas,
no Rio de Janeiro.
Beijando as cores da Enseada de Botafogo.
Brincando de afago no paraíso,
colhendo e plantando os primeiros risos nos raios da manhã.
…. …
E amanhã de manhã entre as pérolas de orvalho
dançaremos, irradiados de esperança.
Fim das férias, seguimos,
banhadas de boa aventurança.

Embarcado na enseada
meu coração
põe as pernas de fora
e chora.
Mas o Pão de Açúcar me consola.


Dias chuvosos, rancorosos
nem um raio de sol,
apenas a imaginação
exercendo seu direito de sair do básico.
Para que tanto desejo, meu bem?
Pergunta o Carlos Drummond.
Ai, como dói, meu coração!


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