Pegando um mar no alto Leblon
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A redencão da paz
começa em um estado de azul
em uma fartura de nãos
saindo de tuas mãos.
Uma luz no coração
Vontade de ser feliz
é uma luz no coração
ganhando a imensidao.
Um claraão.
Benção de cristão.
Que
A viagem de ser feliz
Comeca no dia
em que voce
nao suporta o sofrimento dos outros.
E decide mudar
para dar a eles (nós) motivos
sermos felizes felizes juntos.
Eis o triunfo da dor.
pENSEI E MUDEI
Amanhã eu volto a caminhar,
vou contornar esta enseada
caminhando ( rápido ),
cantando e lavando a alma.
Cortou meu coração
te ver tão triste.
Te prepara,
ainda vou te desafiar
para uma corridinha.
Ainda tenho muitas
alegrias para viver
e vamos vivê -las juntos.
Tranquilize-se os primeiros
passos estão dados.
Durma bem meu amor,
que eu vou dormir também.
Eeeuuuu
Estou a procura de meu eu com Deus,
o eu endeusado
animado, alegrado, acalorado
pelo espírito divino.
Mas a fé aqui nao bota o pé.
Acho que nem Deus me quer.
Eeeeuu? Eeeeeu?
Três continentes e nenhuma simetria
Na cibernética do templo a amante do belo,
e do sincero assina este clero com a palavra agonia.
Mas logo contrapõe com ousadia.
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Explora o “Continente Solidão”, combate nãos
com invenções poéticas e intervenções patéticas.
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De quando em vez, de raro em translúcido,
a surpresa bate em sua porta com uma passagem
para “Abraço de 60 segundos”
e ela voa para o “Continente Alegria”.
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Antes de chegar lá um acidente, um acinte,
um drama, uma chama, a dama cai no
“Continente Sem”, sinergia.
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E assim acabou esta bizarria.
Vagalumes solares
Espécie de vagalumes solares fêmeas que vivem nos mares nunca explorados que ficam pós o continente Antártico.
Estudo sobre a liberdade
Liberdade, um voo solitário
se debatendo no infinito.
Foram 22 versões, nomeadas
“Estudos sobre a liberdade”
22 madrugadas e diárias de voo interno.
Ruim foi descer, varrer a casa, lavar a louça,
olhar pra baixo me dá enjoo.
Queria ser como o Mário Quintana,
morar num hotel.
Viver meu papel.
Mel.Suco de laranja.
Água de soco.
E caldo de você não me engana.
Deus me livre a eternidade
O futuro já era
mesmo matando
um Golias por dia
eu não venci.
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Viver já não posso.
Morrer, já morri tantas vezes
que me tornei imortal
a ponto de querer prescrever
a imortalidade.
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Da antiguidade a modernidade.
De cidade em cilada.
De beleza em maldade.
Eu vejo tudo,
Eu vejo nada.
Estou viva.
Estou morta.
A morta vibra.
E Deus me livre a eternidade.