Três continentes e nenhuma simetria

Na cibernética do templo a amante do belo,
e do sincero assina este clero com a palavra agonia.
Mas logo contrapõe com ousadia.

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Explora o “Continente Solidão”, combate nãos
com invenções poéticas e intervenções patéticas.

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De quando em vez, de raro em translúcido,
a surpresa bate em sua porta com uma passagem
para  “Abraço de 60 segundos”

e ela voa para o “Continente Alegria”.
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Antes de chegar lá um acidente, um acinte,
um drama, uma chama, a dama cai no

 “Continente Sem”, sinergia.
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E assim acabou esta bizarria.

Estudo sobre a liberdade

Liberdade, um voo solitário
se debatendo no infinito.

Foram 22 versões, nomeadas 

“Estudos sobre a liberdade”
 22 madrugadas e diárias de voo interno.

Ruim foi descer, varrer a casa, lavar a louça,
olhar pra baixo me dá enjoo.

Queria ser como o Mário Quintana, 

morar num hotel.

Viver meu papel.

Mel.Suco de laranja.

Água de soco.

E caldo de você não me engana.

Deus me livre a eternidade

O futuro já era

mesmo matando

um Golias por dia

eu não venci.

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Viver já não posso.

Morrer, já morri tantas vezes

que me tornei imortal

a ponto de querer prescrever

a imortalidade.

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Da antiguidade a modernidade.

De cidade em cilada.

De beleza em maldade.

Eu vejo tudo,

Eu vejo nada.

Estou viva.

Estou morta.

A morta vibra.

E Deus me livre a eternidade.