- Fugir de mim mesma, é ter com as outras.
- Singulares, elas acobertam-se em todos olhares,
- tecendo bordados no infinito.
- Cada miragem do rosto é de uma
- e todas vislumbram nos espelhos.
- Brasileira – és tu – ó vida.
Motejos lacanianicos
- Colocou a mão na boca,
- para evitar que
- os beijos saíssem
- e voassem pela sala.
- Mas eles escaparam
- entre os medos
- e cheia de dedos,
- correu, abriu a janela,
- respirou fundo
- e soprou para que
- “eles” fossem beijar
- em outro lugar.
- Voltou-se para a sala,
- encontrou o interlocutor,
- corado, travado,
- lacaniando motejos.
- ………
O paciente do ocaso
- Abriu as velas e navegou pelo ocaso
- como um paciente de morte insistente
- que tem uma melhora tímida
- e expõe no céu suas faces rubras
- até azular e sumir no infinito.
- O que tentou no dito,
- nem no sussurro,
- nem no escrito,
- nem no grito,
- no ímã, ou na anima.
- Foi embora no vermelho.
- Azulou, escureceu, cintilou
- e nunca mais quis voltar ao útero.
Cantorinha
- Perdi a capacidade de barrocar,
- de bordar poemas no infinito,
- de debicar verbos, namorar frases,
- minha amorosidade com as palavras sucumbiu a era do não.
- ………………………………………………………………….
- O pensamento não pensaventa, nem benta,
- se ajumenta, empaca, isento de musculatura.
- ………………………………………………………………………….
- De tanto a sós, minha alma cantorinha perdeu a voz.
- ……………………………………………………………………………………
- Foram tantas cantorinhas e não fizeram um só verão.
- ……………………………………………………………………..
- Minha caneta bic faz ic ic ic, ferina ironiza:
- – Não apele para as rimas.
Até o ano que vem
- Outubro despede-se
- soltando verbetes no ar.
- Eu não prevejo, eu prebeijo.
- Uma tristeza com justa causa.
- Éramos anjos caídos naquele vagão
- embalados pelo mesmo não.
- Egotificados na mesma estação.
- Novembro (que ainda nem chegou)
- já soltou seus fantasmas,
- já liberou suas musas
- para suas noites difusas.
- Outubro. Outubrou.
- Novembro vai tentar
- passar correndo do que
- salta nos corações.
- Vem chegando novembro
- e dezembro já dói
- até o ano que vem.
Leia também O Caminho do Bem-te-vi
Deserto
- Dentro
- de cada um de nós,
- existe um deserto
- esperando ser habitado.
- Ou.
- Dentro
- de cada um de nós
- existe uma multidão
- esperando ser encontrada.
- Clarice Linden
- https://wordpress.com/view/enquantoonline.business.blog
- https://wordpress.com/view/poemasinsighs.wordpress.com
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Flora de mim
- Livros – livros – livros,
- saudades das noites que ficávamos
- agarradinhos na cama dando gargalhadas
- e acordávamos pela manhã juntinhos; um para o solto…
- Agora, logo que abro os olhos
- o futuro parece um cão abandonado
- que me abana o rabo pedindo comida…
- Livros – livros – livros,
- passo as noites com um antipático bromazepam
- que some antes mesmo do sol nascer…
- Até as canetas se alongam,
- criam pernas, asas e fogem assustadas,
- negam-se a registrar os versinhos que me escorrem pela face…
- Livros – livros – livros,
- estou flora de mim,
- flor de mim, fora de mim, murcha assim.
- Clarice Linden
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PASSAGEM PARA POESIA
- Este vento, que entre brumas da tarde sibila,
- traz vozes de professores em piquete.
- Bravas vozes brasileiras,
- sussurradas em imensas canseiras.
- E tu me falas em justiça?
- A justiça da voz do coração
- é a oração que quero ouvir.
- Vejo-a espalhada por labirintos,
- em ruas esburacadas, sem iluminação.
- Dividindo-se em arengas,
- capengas, cansadas de se debater
- diante de vãs interrogações.
- O desejo bombeia o coração
- e o vento bate no mar, num eterno encantar.
- Novamente o protesto dos professores glissando com o vento.
- Entre o céu e os homens há uma tristeza incalculável,
- há uma voz insuportável,
- e um monstro incansável,
- cuspindo fogo em nossos lares.
Joelho com caldo de cana
- Joelho com caldo de cana
- pra mim, é brama.
- – Quer ser minha dama?
* Joelho, massa recheada com queijo e presunto, popular no Rio de Janeiro.
Melindrou
- O sol ensaiou, ensaiou e se retirou.
- Meu corpo melindrou. Levei-o para o mundo dos sonhos. Dormimos.
- E assim juntinhos, corpo e alma abraçadinhos, passamos no domingo chuveirinho.